Projeto de Trabalho Técnico Social (PTTS)

Projeto padrão do Programa Nova Morada

Trabalho com artesanato em Cunha Porã

PROJETO DE TRABALHO TÉCNICO SOCIAL

PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA RURAL/PROGRAMA NACIONAL DE HABITAÇÃO RURAL

Ação/Modalidade: Construção e/ou Reforma de Unidade Habitacional

Proponente/Agente Promotor: FETAESC

Executor da intervenção: SOS SUSTENTAR

PROGRAMA NOVA MORADA

1 JUSTIFICATIVA

O Projeto de Trabalho Técnico Social - PTTS a ser desenvolvido junto aos beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida Rural, visa à garantia de direitos sociais, principalmente o direito a moradia, que compreende muito mais que a unidade habitacional, por meio de informações devidas para as famílias contempladas e demais pessoas interessadas. São elencadas entre as principais ações deste Projeto Social o acompanhamento sistemático dos participantes através de atendimentos individual e familiar (realizadas principalmente pelo técnico social executor) e reuniões de caráter informativo e educativo, bem como ações que visem a conscientização acerca dos diferentes direitos sociais e temáticas vivenciadas no seu cotidiano.

Constitui-se ainda em uma ferramenta que visa garantir a efetividade do Programa Minha Casa Minha Vida Rural, através do acompanhamento das ações sociais propostas às famílias agricultoras beneficiárias. Destina-se em assegurar o acesso às condições de habitabilidade às famílias do campo, proporcionando-lhes um ambiente de moradia com dignidade e melhoria do seu bem estar.

As ações previstas, contemplam a discussão de eixos temáticos, procurando estimular para a continuidade do processo articulado aos serviços públicos já existentes, após a conclusão da execução da obra física. Nesse aspecto, justifica-se a relevância do trabalho social, enquanto fomentador de ações fundamentais que promovem a sustentabilidade das intervenções com a população da área rural.

São abordados nos encontros bimensais e demais atividades realizadas no decorrer do processo questões voltadas, por exemplo, a moradia, na qual contemplam: meio ambiente; segurança alimentar; Educação Patrimonial; autoestima; embelezamento e conservação da propriedade; seguridade social; associativismo/sindicalismo; políticas públicas e sociais de modo geral; entre outros. Sendo assim o projeto social almeja atender as famílias, inseridas no referido programa, bem como a comunidade que esteja interessada em participar das atividades e demais pessoas envolvidas com o PTTS, contemplando os diferentes eixos que são fundamentais para a convivência familiar e comunitária.

As ações planejadas para este projeto, norteadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida e as normativas pertinentes ao Programa Nacional de Habitação Rural, promoverão a melhoria da qualidade de vida da população, contribuindo na minimização de problemas sociais, auxiliando ainda na redução do déficit habitacional na área rural dos municípios contemplados.

Dessa forma, a partir da demanda atual apresentada por estas famílias junto à entidade proponente, por meio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais- STTR, em relação às condições de suas unidades habitacionais ou a falta delas em muitos casos, foi possível perceber que além da construção ou reforma da unidade habitacional, existe a necessidade de desenvolver atividades programadas no PTTS, voltadas ao fortalecimento e empoderamento das famílias beneficiárias a cerca de suas condições de vida e de seus direitos, além de contribuir com a melhora na qualidade de vida destes e no acesso a novos conhecimentos.

Sabe-se que a família é o primeiro grupo no qual o indivíduo é inserido, sendo que esta tem uma grande influencia e importância na vida dos sujeitos. Portanto considera-se que a melhoria ou construção de uma unidade habitacional, juntamente com as demais ações desenvolvidas pelo PTTS, promovem mudanças profundas e significativas tanto nos modos de relacionamento entre os membro do grupo familiar, como na sociedade na qual estão inseridos, resgatando vínculos, auto estima e possibilitando melhoras na qualidade de vida e no acesso a cidadania dos sujeitos envolvidos.

Ao relacionarmos alguns direitos sociais de todas as pessoas como acesso a educação, a saúde, assistência social, o trabalho, a moradia, o lazer, a cultura, a segurança, a previdência social, aos meios de transportes, as conseqüências maiores como pobreza e a marginalização social irão atingir muitas das pequenas famílias agricultoras, reafirmando a falta de Políticas Públicas que garantam a promoção da igualdade plena e efetiva, que busca a redução da desigualdade para que seja possível chegar a uma sociedade inclusiva e igualitária.

Destaca-se entre outras legislações a Constituição Federal Brasileira de 1988, que refere-se a moradia como um dos direitos do cidadão. A afirmação do direito a moradia também esta exposto no Estatuto da Criança e do Adolescente, ao levarmos em conta que a moradia é um dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana e que influencia diretamente no desenvolvimento físico, mental e social das crianças e adolescentes. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, reafirma que é dever do Estado, da família, da comunidade e da sociedade assegurar às pessoas com deficiência a efetivação dos direitos entre eles o da moradia. A Lei n° 8.080, que dispõe sobre o Sistema Único de Saúde- SUS, afirma em seu Artigo 3° que a moradia é um dos fatores determinantes e condicionantes da saúde.

Já o Estatuto do Idoso, destina o capitulo IX para abordar questões relacionadas a habitação, afirmando no Artigo 37 que "o idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada " ( Estatuto da Pessoa com Deficiência, Art° 37). O Artigo 38 do referido estatuto apresenta ainda que:

Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte:

I - reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos;

II - implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso;

III - eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas, para garantia de acessibilidade ao idoso;

IV - critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. ( Estatuto do Idoso, art. 38°)

Diante do exposto, o trabalho dos técnicos sociais, através da realização de estudos para conhecer a realidade das famílias agricultoras, objetiva juntamente com o Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal, proporcionar melhoria na qualidade de vida dos agricultores, desenvolvendo ações que garantam o acesso a seus direitos, entre eles o de moradia, de modo coerente as legislações citadas acima e aos objetivos e princípios do Programa MCMV. Posto isso pode-se também citar que o PTTS é uma proposta para melhorar a realidade destas famílias ou amenizar as problemáticas por eles e pela equipe técnica evidenciadas.

Contudo, percebe-se que além do acesso ao programa habitacional, as famílias são um espaço a ser cuidado, destinando atenção às demandas por elas apresentadas, bem como aquelas visualizadas pelos profissionais que compõem a equipe técnica. Este é um processo essencial para que o atendimento seja completo e eficaz, sendo que nas ações devem-se garantir orientações e informações de caráter preventivo, para a realização das atividades de vida diária, bem como, quando necessário serviços complementares e intervenções técnicas. Também é necessário fortalecer ainda mais as relações de rede de serviços, articulando trabalhos entre as instituições públicas e privadas, para que seja viabilizado aos agricultores melhores condições de vida e mais alternativas de serviços para o segmento.

2 OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Promover atividades socioeducativas de caráter informativo, visando o desenvolvimento comunitário e a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários atendidos pelo Programa Minha Casa Minha Vida Rural.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Incentivar a participação efetiva dos beneficiários nas atividades programadas no Projeto de Trabalho Técnico Social - PTTS;
  2. Apoiar o funcionamento da Comissão de Acompanhamento de Obras - CAO e Comissão dos Representantes do empreendimento - CRE;
  3. Discutir com os beneficiários o importante papel da mobilização e do trabalho coletivo, que resultou nos recursos obtidos;
  4. Incentivar ações do grupo e das redes de atendimento do município, em relação às organizações comunitárias;
  5. Problematizar as relações sociocomunitárias e familiares, envolvendo as famílias agricultoras, bem como questões voltadas ao associativismo, buscando estratégias de enfrentamento das demandas familiares e agrícolas;
  6. Articular políticas públicas locais, para acesso aos serviços de educação, saúde e assistência social, quando necessário;
  7. Capacitar e valorizar o trabalhador rural enquanto categoria;
  8. Promover palestras sobre educação e conscientização ambiental visando o desenvolvimento sustentável;
  9. Desenvolver a recuperação de uma nascente, visando à demonstração correta da legislação vigente;
  10. Desenvolver atividades que promovam a educação sanitária, noções sobre higiene, saúde e doenças individuais e da coletividade e alimentação saudável;
  11.  Estimular a cooperação, em relação à educação patrimonial, manutenção, embelezamento e conservação da unidade habitacional e do seu entorno;
  12. Problematizar junto às famílias, questões voltadas a geração de renda, divulgando tecnologias sociais adaptadas á realidade regional, buscando á independência econômica e inclusão social.
  13. Fortalecer a autoestima dos beneficiários, para que tenham acesso e sintam-se sujeitos de direitos e/deveres, obtendo dessa forma melhor qualidade de vida;
  14. Proporcionar discussões voltadas à questão da sucessão familiar, conservação e sustentabilidade da propriedade;
  15. Promover repasse de informações voltadas ao Planejamento e Gestão do Orçamento Familiar.
  16. Realizar orientações individuais para a regularização fundiária em parceria com a Defensoria Pública, na existência de beneficiários enquadrados nas situações de posseiros de boa fé de terras públicas, posseiros de boa fé de terras particulares há mais de 05 (cinco) anos, sem direitos sucessórios e ocupantes de terras particulares com direitos sucessórios pendentes de partilha.
  17. Avaliar o Programa e o desenvolvimento das atividades do Projeto de Trabalho Técnico Social, com vistas á consolidar o processo implementado com as famílias.

 

3. METODOLOGIA

Faz-se necessário refletirmos a importância das ações desenvolvidas e entender a realidade na qual se estará intervindo para que se possa realizar um projeto. Para isso compreende-se que planejar é estabelecer um objetivo, delimitando meios para torná-lo alcançável, além de que o fato de estar planejando, estaremos aumentando nossa compreensão sobre o objeto em questão, definindo compromissos e responsabilidades no ato de pensar (planejar) antes de agir (improvisar).

Dessa forma para atingirmos os objetivos propostos neste Projeto Social, realizaremos encontros e diálogos entre a equipe técnica para momentos de estudo, planejamento e avaliação das atividades realizadas, junto aos beneficiários do Programa MCMV Rural.

Para a realização destas etapas serão utilizados os seguintes instrumentais técnico -operativos: reuniões; palestras; entrevistas; levantamentos socioeconômicos; atividades de campo; dinâmicas de grupo; avaliações grupais e individuais, entre outros. Será encaminhado à Caixa Econômica Federal relatórios bimensais das atividades realizadas, anexando aos mesmos, lista de presenças, atas e fotos das ações desenvolvidas durante as etapas, folders entre outros.

Destacamos que estas ações serão realizadas bimensalmente nas etapas que serão realizadas durante as obras, perfazendo sete etapas, sendo 02 pré-obras, 04 durante as obras ( bimensais) e 01 etapa pós-obras, com no mínimo duas horas de atividade, nos casos em que a atividade for caracterizada como palestra ou ações demonstrativas, além das demais atividades de acompanhamento ao grupo, como orientações individuais e visitas domiciliares. Ao todo será aproximadamente quatorze meses de acompanhamento das técnicas sociais executora e proponente junto ao grupo.

Levando-se em consideração o andamento das obras, as ações do PTTS poderão ser reprogramados, ou seja, adiantando ou adiando, conforme o tempo de acompanhamento junto ao grupo, para o mês seguinte a conclusão das obras. Fato este, que será devidamente justificado através dos Relatórios de Acompanhamento.

A realidade na qual estamos inseridos esta em constante movimento, dessa forma, enquanto equipe técnica devemos nos preparar para identificar as demandas apresentadas pelos beneficiários, bem como os resultados das ações desenvolvidas e sua influencia no contexto atual.

O local a ser realizado os encontros será providenciado pelo STTR e técnica social executora, levando em conta as possibilidades de locomoção dos beneficiários e horários que facilitem a participação do maior numero de agricultores beneficiários. As atividades serão executadas sob responsabilidade de técnicos sociais (proponente e executor) e demais membros da equipe técnica e entidade proponente.

Por fim destacamos que este Projeto, registra o trabalho a ser desenvolvido junto às famílias, desde a elaboração e implementação do Programa/ PTTS junto aos potenciais beneficiários, até os registros, monitoramentos e avaliações das atividades desenvolvidas (pré- durante e pós- obras).

PRÉ- OBRAS

EIXO MOBILIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO COMUNITARIA: MACROAÇÃO = AÇÕES INFORMATIVAS.

O primeiro contato com os agricultores passiveis de enquadramento no programa será através do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - STTR do município, que fará uma pré-inscrição das famílias interessadas no programa. Identificada à demanda existente e observadas as diretrizes do programa, o STTR realiza a pré-seleção das famílias.

Após este primeiro contato com os interessados, o STTR solicita a Entidade Organizadora – EO, uma reunião de esclarecimento do programa e promove a mobilização e organização das famílias pré-selecionadas, na qual serão repassadas todas as informações pertinentes ao programa, os critérios de participação, as condições contratuais, os direitos e deveres de cada participante.

A partir de então, se inicia o levantamento sócio econômico através de questionário a ser aplicado a cada família e a coleta de documentação pessoal para elaboração do PTTS e a analise documental, concomitantemente a isso é realizado o enquadramento de cada família, conforme regulamentado na portaria interministerial nº 229 de 28 de maio de 2012.

ETAPA 01:

EIXO MOBILIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO COMUNITARIA: MACROAÇÃO = AÇÕES INFORMATIVAS.

Sob a responsabilidade do STTR e da Técnica Social Executora, será promovido à mobilização e organização das famílias beneficiadas para a primeira etapa do TTS, que terá caráter informativo com reapresentação do Programa MCMV RURAL.

O Técnico Executor promovera em consonância com o Técnico Proponente, discussão e aprovação da concepção do Projeto de Trabalho Técnico Social, o cronograma, as etapas, temáticas, horários, entre outros, que visem esclarecimento e participação do grupo nas reuniões do TTS.

O representante do STTR do município discursará brevemente sobre as conquista do movimento Sindical como um todo, sobre a importância da participação de cada um que resulta nas conquistas para o coletivo, enfatizando principalmente o valor do subsidio obtido pelo programa MCMV Rural e sua importância na melhoria da qualidade de vida para a categoria.

Abre-se então, dialogo a ser conduzido pela Técnica Social Executora, para identificar e dar encaminhamento a demanda apresentada pelo grupo em relação às políticas publicas locais e as relações sócio-comunitárias.

Será promovida ainda, a eleição da CAO - Comissão de Acompanhamento das Obras e CRE - Comissão de Representantes do Empreendimento, entre os beneficiários.

A CRE receberá as instruções e orientações relativas ao desenvolvimento de seu trabalho e com o acompanhamento do membro representante da EO realizará a abertura da conta popança, não solidaria, na agencia da CAIXA concessora do financiamento.

Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral da atividade e encaminhamentos

Gerais pertinentes ao Programa.

ETAPA 02 –

EIXO MOBILIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO COMUNITARIA: MACROAÇÃO = AÇÕES INFORMATIVAS.

Nesta etapa o STTR e Técnica Social Executora, fará a organização e mobilização das famílias beneficiadas pelo Programa para assinatura dos contratos entre Caixa Econômica Federal, Entidade Organizadora e os beneficiários.

Nesta mesma etapa, será entregue por um dos técnicos da EO, responsável pela engenharia civil, cópia do projeto arquitetônico, elétrico e hidráulico, além do memorial descritivo e orçamento, definidos para cada família. Serão repassadas informações pertinentes à engenharia civil, na qual os beneficiados e pedreiros deverão obedecer rigorosamente em regime de autoconstrução e sob a fiscalização da CAO.

Paralelo a atividade do dia a CRE juntamente com a EO, organizará a compra conjunta dos materiais de construção objetivando melhores preços e qualidade dos materiais. Serão prestadas informações aos fornecedores de material de construção, sobre o funcionamento do programa, a forma de repasse dos subsídios e a responsabilidade dos mesmos para com o programa, visando o cumprimento do cronograma físico financeiro das obras.

A CAO, a CRE, o Técnico Social Executor e as famílias beneficiadas receberão informações necessárias para realização do trabalho de acompanhamento das obras, liberação dos recursos destinados à aquisição de material de construção, a prestação de contas do trabalho realizado pelas comissões e a execução do TTS.

Com o objetivo de orientar as famílias beneficiadas, a CAO, a CRE e os Técnicos Executores do TTS, haverá entrega da cartilha do Projeto Social "Nova Morada", que contem informações sobre o Programa MCMV Rural, sobre o projeto social global, esclarecimentos e informações sobre engenharia civil e manutenção preventiva da moradia e também uma caneta, para os mesmos realizar anotações necessárias, em espaço destinado no material.

Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral da atividade e encaminhamentos

Gerais pertinentes ao Programa. Para esta etapa há previsão de desembolso financeiro e entrega de uma cartilha por beneficiário.

DURANTE AS OBRAS

ETAPA 03

EIXO EDUCAÇÃO: MACROAÇÃO = EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE.

No primeiro encontro relativo a esta etapa será amplamente debatido a importância da alimentação saudável e o quanto ela esta atrelada a saúde física e mental do individuo e ao seu bem estar, e o quanto e como a agricultura familiar pode e deve contribuir neste processo para garantir a segurança alimentar a nível local, estadual e nacional.

ETAPA 03

EIXO EDUCAÇÃO: MACROAÇÃO = EDUCAÇÃO PATRIMONIAL.

No segundo encontro, relativo à etapa 03, será promovido dia de campo para demonstração da forma correta de implementação de uma unidade de horta caseira e plantio das mudas de arvores frutíferas por técnico de engenharia agronômica. (Dependendo das condições climáticas este dia poderá ser reprogramado com data e horário a ser definido pelo Técnico executor e presidente do STTS).

Será destinado espaço para que a CAO e a CRE relatem aos presentes o andamento de seus trabalhos e das obras, bem como para que eventuais problemas ou dúvidas dos demais membros do grupo possam ser relatados e posteriormente solucionados.

Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral da atividade e encaminhamentos Gerais pertinentes ao Programa. Esta previsto desembolso financeiro do PTTS para entregar a cada beneficiário, camisetas com a logomarca do programa e sacola retornável de supermercado.

ETAPA: 04

EIXO EDUCAÇÃO: MACROAÇÃO = EDUCAÇÃO PATRIMONIAL.

Será promovido dia de campo, na propriedade de um dos beneficiários. Nesta etapa serão repassadas informações sobre manutenção preventiva da moradia, sistemas de água e esgoto por técnico da área de engenharia civil.

Será informado a forma correta de organizar e conservar a unidade habitacional e o seu entorno e construção de jardim na propriedade em que o encontro será realizado, bem como a forma correta de distinção e destinação do lixo reciclável, orgânico e tóxico e organização das benfeitorias agrícolas da propriedade.

Dependendo das condições climáticas este dia poderá ser reprogramado com data e horário a ser definido pelo Técnico executor e o presidente do STTS.

Será destinado espaço para que a CAO e a CRE relatem a todos o andamento de seus trabalhos e das construções, para que eventuais problemas ou dúvidas dos demais membros do grupo possam ser relatados e posteriormente solucionados.

Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral da atividade e encaminhamentos Gerais pertinentes ao Programa. Esta previsto desembolso financeiro do PTTS compra de plantas ornamentais e um Kit de limpeza doméstica para cada família, composto por: 01 Balde ( 15 litros); 01 Rodo plástico 40cm; 01 Vassoura ; 01 Escova Anatômica; 01 Escova Sanitária; 01Esponjão Dupla Face; 1 Esponja Metálica; 3 pares de Luvas Maxi Sensitive e 01 Espanadeira com Pá Plástica.

ETAPA 05:

EIXO EDUCAÇÃO: MACROAÇÃO = EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

Nesta etapa será realizado dia de campo com capacitação e implementação de sistemas de coleta de dejetos bovinos em local apropriado e implementação demonstrativa de recuperação de 10 metros de raio de mata ciliar, da nascente de água definida pelo grupo de beneficiados para ser protegida (a legislação vigente no País, exige o mínimo de 50 metros lineares – Código Florestal, Lei 4771/65), sendo estas atividades conduzidas por técnico da área de Gestão Ambiental e/ou Engenharia Agronômica.

Para a escolha da nascente a ser recuperada, será realizada pesquisa visual nas comunidades envolvidas e seu entorno para identificar uma nascente de água desprovida de proteção vegetativa e estratégica para a comunidade, de forma a atingir o maior número possível de beneficiados do grupo.

Será destinado espaço para que a CAO e a CRE relatem a todos o andamento de seus trabalhos e das obras e para que eventuais problemas ou dúvidas dos demais membros do grupo possam ser relatados e posteriormente solucionados.

Dependendo das condições climáticas este dia poderá ser reprogramado com data e horário a ser definido pelo Técnico executor e o presidente do STTS.

O acompanhamento do desenvolvimento e dos resultados das ações implementadas nesta etapa, será realizado pelo SOS Sustentar, paralelamente ao andamento do TTS.

Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral da atividade e encaminhamentos Gerais pertinentes ao Programa. Para esta etapa há previsão de desembolso financeiro de hora técnica para 01 palestrante e componentes necessários para recuperação de 10 metros de raio de uma nascente de água composto por: 16 unidades de palanque, 251,32 metros corridos de arame farpado, 35 mudas de arvores nativas/frutíferas e oito horas de serviço de mão de obra.

ETAPA 06:

EIXO EMPREENDEDORISMO: MACROAÇÃO = CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL .

Capacitação voltada à subsistência alimentar e de auto-suficiência na produção de grãos e possibilidades de replantio de cultivares, a exemplo de milho, feijão e outros cultivares da região.

Também será desenvolvida capacitação na área de bovinocultura de leite, com implementação de experimentos (manejo da água; manejo de pastagens, controle de vetores parasitários), objetivando resgatar: conhecimentos e saberes a fim de melhorar o manejo e aumentar a produtividade, conseqüentemente oportunizando as famílias a manterem e aumentarem sua renda.

Caso identificado, durante a elaboração do PTTS, que no grupo em questão, não há demanda ou há pouca demanda nesta área ( bovinocultura de leite), a temática será redimensionada de acordo com a área de interesse ou demanda das famílias contempladas no grupo.

O acompanhamento de experimentos será realizado pelo SOS Sustentar, paralelamente ao andamento do TTS.

Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral da atividade e encaminhamentos Gerais pertinentes ao Programa.

PÓS- OBRAS:

ETAPA -07

EIXO: EMPREENDEDORISMO: MACROAÇÃO = GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA

Esta previsto para o primeiro momento da etapa palestra sobre: Planejamento, gestão do orçamento familiar e racionalização de gastos com a moradia, além de questões voltadas a sucessão familiar e sustentabilidade da propriedade.

ETAPA -07

EIXO: EDUCAÇÃO: MACROAÇÃO EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE.

No segundo momento a atividade estará voltada para a temática de: fortalecimento da auto-estima dos beneficiários, para que estes tenham acesso e sintam-se sujeitos de direitos e/deveres, obtendo dessa forma melhor qualidade de vida, realizando a entrega simbólica das unidades habitacionais, encerramento do PTTS.

Será realizado ainda durante a o encerramento das atividades da CAO e CRE.

Dependendo das condições climáticas este dia poderá ser reprogramado com data e horário a ser definido pelo Técnico executor e o presidente do STTS.

Esta previsto para a etapa, desembolso para hora técnica de palestrante que realizara a palestra do primeiro momento da atividade.Também será destinado recursos para a entrega de porta-retratos com foto contendo o antes e o depois da conclusão das obras. Ao termino do encontro, será realizado avaliação oral e escrita da atividade e encaminhamentos Gerais pertinentes ao Programa.

Serão realizadas ainda visitas domiciliares pela técnica social executora e ou proponente, junto às famílias contempladas, para realização da pesquisa pós-ocupação, a fim de verificar o nível de satisfação das famílias sobre o trabalho social realizado, resultado das obras e do Programa de forma geral.

Informamos que serão disponibilizados 2,5% dos recursos destinados ao PTTS para desembolso de serviço de terceiros (palestrantes), sendo que os mesmos estão previstos para desenvolver atividades entre a 3ª etapa há 7ª etapa. Caso os recursos sejam insuficientes para o pagamento dos mesmos, serão viabilizadas parcerias para a efetivação das atividades ou será contrapartida da EO. Lembramos que os profissionais que estarão ministrando as atividades, serão definidos conforme a disponibilidade de técnicos/profissionais da área disponíveis no município/região.

4 PARCERIA

FETAESC-

Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais: Representante local da Fetaesc. Responsável pela mobilização e articulação das famílias e instituições parceiras. O STTR estará auxiliando nas diferentes ações desenvolvidas no PTTS.

Prefeitura Municipal: A parceria se dará pelas diferentes Secretarias Municipais, na qual estarão participando do projeto de acordo com a necessidade frente às atividades realizadas.

Epagri: Por meio dos Técnicos/ Extencionistas serão articuladas parcerias para a realização das etapas e também acompanhamento e acessória as famílias, em relação à área de atuação da Instituição.

5 AVALIAÇÃO

As atividades desenvolvidas com os beneficiários serão avaliadas em cada etapa; onde a equipe de trabalho abordará as atividades realizadas, avaliando os fatores positivos e negativos identificados durante a execução, bem como os fatores que não ocorreram conforme o planejado ou que devem ser redimensionados. Cabendo a coordenação do projeto a responsabilidade da analise das informações coletadas pelos diferentes meios.

As atividades também serão avaliadas através dos registros dos membros da equipe técnica e avaliações orais, realizadas nos encontros bimensaispelos próprios participantes, entidades parceiras, funcionários do STTR, equipe técnica, entre outros. A avaliação das atividades e a obtenção de dados e sugestões em relação ao PTTS podem ainda ser expressas por meio de avaliação escrita, a ser realizada na ultima atividade prevista do projeto social.

A avaliação deve focar a percepção dos beneficiários sobre as atividades desenvolvidas no mínimo, utilizando os indicadores abaixo:

Satisfação quanto à condução do Trabalho Técnico Social;Criação e/ou fortalecimento de laços comunitários, associativos e participação dos beneficiários;Satisfação com a intervenção física implantada (moradia, infra-estrutura, sistemas de saneamento, equipamentos coletivos,entre outras);Percepção de mudanças na qualidade de vida.

Enquanto equipe técnica, responsáveis pela elaboração, execução e avaliação do PTTS, também devemos realizar avaliações sobre a intervenção realizada, questionando-se sobre:

O alcance dos objetivos propostos;As ações planejadas para o alcance dos objetivo foram realizadas?Os recursos e meios utilizados na realização das ações foram adequados?

Os recursos/meios utilizados para a realização das ações e os sujeitos/interlocutores foram acessíveis?


 

GALERIA DE FOTOS

 

 

ARQUIVOS PARA DOWNLOAD

 

NA ÍNTEGRA

Tipo: PDF

Tamanho: 134.34 Kb

Baixar arquivo

 


 

 

 

 

 

SOS Sustentar

 

Programa SOS Sustentar
Av. Fernando Machado, 151 - D, Sala 201- Centro
Chapecó - SC

 

(49) 3319-0500

 

 

 

 

Desenvolvido por Estúdio A Agência Web